Youtube, um projeto ambicioso de hospedar, gratuitamente, vídeos de milhões de usuários. Imaginemos então a estrutura física, tecnológica, e adminsitrativa desse sonho real. O site iniciou sua jornada com muita discrença dos especialistas e críticos, mas rapidamente ganhou respeito ao manter uma boa qualidade dos serviços e um número assustadoramente crescente em seu banco de arquivos.
Algum tempo depois, a Google assustou de novo: passou a aceitar vídeos maiores e até em alta resolução. Porém, a empresa não foi agressiva em venda de publicidade, e o site gera uma receita negativa até hoje.
De acordo com o site administradores.com.br: "Um estudo da consultoria de tecnologia RampRate aponta que o YouTube vai gerar um prejuízo operacional de US$ 174,2 milhões neste ano. Apesar de o resultado ser bem melhor que o previsto por um relatório divulgado em abril pelo banco Credit Suisse, que apontou perdas de US$ 470,6 milhões, o documento mostra que, apesar de popular, o site ainda não mostrou capacidade de gerar receita."
O que poderia apontar para um fracasso, nos surpreende recentemente, através das declarações de Chad Hurley, um dos fundadores do You Tube, que participou de um encontro com usuários e jornalistas na tarde do dia 27 de Agosto, em São Paulo: "Queremos que o You Tube seja uma experiência mais rápida, tanto para fazer o buffering (o processo de carregamento do vídeo) quanto em nossa ferramenta de busca. Precisamos fazer o usuário encontrar o conteúdo que procura mais rapidamente".
Além disso, a Google vai incentivar a produção de vídeos mais relevantes de seus usuários. De acordo com Chad, "Não basta que a pessoa tenha uma câmera de vídeo, temos que incentiva-las a contar boas histórias". Não ficou claro como será este incentivo, mas uma coisa ficou clara neste encontro: O YouTube continua sendo uma aposta alta para a Google.
Uma evolução natural que tem acontecido no site é a sua utilização por empresas de produção de mídia e publicidade, disponibilizando seus recursos técnicos e franquia de espaço e tráfego de dados, para que sites jornalísticos possam enfim exibir um número elevado de notícias audio-visuais.
A Google continua a ignorar seus usuários, quando surge problemas técnicos. Eu mesmo já busquei, em vão, um contato que esclareça a exclusão de um perfil pessoa, no orkut, que obviamente não infrigiu nenhuma regra... mas, vencido pelo cansaço, simplesmente fiz outro. Apesar do total descaso com seus usuários, a google fornece a Internet ferramente poderosas e úteis, desde seu primogênito site de busca, google, até recursos de publicidade e captação de lucros para sites, inclusive pessoais, com a ferramente Adsense.
Fica aqui meu único desejo: que seja disponibilizado um SAC para atendimento aos seus usuários. E que o YouTube possa enfim produzir lucros, para que nos, mortais, possamos usufruir de seus recursos por muitos anos.